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:: INFORMAÇÃO ÚTIL » Comércio de Rua Vs Centros Comercias ::



» Comércio de rua aparece como alternativa aos centros comerciais


De acordo com o mais recente “Inquérito aos Retalhistas 2009”, realizado pela consultora imobiliária Cushman & Wakefield, é notória a saturação do mercado de centros comerciais em Portugal, sendo esta realidade evidente para 80% dos participantes na consulta efectuada, em 2009.

 

Por isso, uma das conclusões principais encontradas pela consultora, é que são cada vez mais as marcas que preferem apostar no comércio de rua, escolhendo para tal, as principais avenidas e ruas dos centros urbanos mais importantes no nosso País.

 

Esta aposta levanta, contudo, um problema às marcas: a falta de espaços condizente à sua estratégia e a pouca diversidade de espaços para instalação da loja. Apesar disso, os responsáveis da Cushman & Wakefield (C&W) admitem que “o comércio de rua é visto como uma nova oportunidade de expansão e alternativa aos centros comerciais”.

 

O inquérito, que teve por base uma amostra não aleatória de 400 retalhistas nacionais e internacionais, obtendo uma taxa de resposta de 22%, demonstra, também, que a expansão geográfica dos retalhistas inquiridos vai além fronteiras, com apenas 31% das insígnias a desenvolverem a sua actividade unicamente em Portugal. Tendo em conta que 52% do painel de participantes é de origem nacional, isto significa que perto de 20% das marcas portuguesas participantes já iniciaram o seu processo de expansão internacional.

 

Em relação à preferência dos retalhistas à gestão da loja, essa vai claramente para o controlo directo, ou seja, lojas próprias (70%), contra os 30% do sistema franchising.

 

Com perto de 40% dos inquiridos a possuírem mais de 30 lojas, não deixa de ser curioso verificar que, em 2009, a percentagem de lojistas que considerou Portugal o mercado mais rentável para operar, cresceu 10%, o que pode ser influenciado pelo facto de se verificar uma maior participação de marcas de origem nacional. De resto, segundo Sílvia Vicente, Research & Consultancy da Cushman & Wakefield, “a evolução registada ao nível das vendas é uma das variáveis chave para a rentabilidade dos retalhistas, e uma das mais vulneráveis aos períodos de crise económica. Assim, os retalhistas são dos primeiros a sentir os efeitos da crise económica por via da quebra nas vendas”.

 

Pode consultar aqui o estudo completo.

 

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